sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O Tânsito Oposto


O brasileiro parece mesmo não conseguir conviver com as regras impostas a ele, coisas aparentemente fáceis se tornam um bicho de sete ou mais cabeças e a culpa de tudo segue sempre sendo do outro, mesmo que o outro não tenha nada a ver com a confusão.

A corrupção, por exemplo, nunca é vista de dentro para fora e sim de um ângulo onde nosso perfil costuma não aparecer.

Um exemplo de educação ruim, está no trânsito de todo o país, começando pela má formação de condutores, passando pela má conduta de instrutores em horas vagas e terminando em regras sem nenhum tipo de fiscalização, o que cria um ar positivo para quem tem no sangue a vontade de fugir da LEI.

O que esperar de motoristas que mesmo sabendo que o cinto de segurança existe para gerar, sendo redundante, a próprias SEGURANÇA dentro do veículo e se negam a isso, todos os dias, nas ruas de várias cidades?

Os abusos são grandes e muitos dos que ainda priorizam pelo que é certo se assustam, por exemplo, com um carro estacionado sobre uma rampa para cadeirantes. É desumano e de uma mentalidade imbecil, não pensar que ali é o espaço para o próximo e o pior, para o próximo que precisa de nossa colaboração.

Infelizmente, a corrupção no trânsito só mostra o quanto estamos longe de sermos capaz de cobrar, não há desculpas para cometermos erros. Impostos, ruas esburacadas, taxas e taxas para serviços relacionados a documentação, nada disso justifica nossa burrice descontada nas ruas. Não sabemos onde vamos parar com tanta coisa errada debaixo do nosso nariz, mas podemos nos questionar, assim que pararmos para pensar e nos perguntar: O que queremos pensando somente em nós e culpando apenas o outro?

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